Resgates indicam que entre 30 mil e 40 mil pessoas seguem desaparecidas
CARACAS — O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 589, segundo atualização divulgada hoje pelo governo venezuelano. O balanço, ainda provisório, informa também 2.980 feridos e 250 edifícios desabados ou danificados, em meio a buscas por desaparecidos e operações de resgate que seguem em várias regiões do país.
A nova cifra representa uma forte escalada em relação aos levantamentos divulgados ao longo de quinta-feira, quando o governo vinha informando 188 mortos, depois 235, além de milhares de feridos. A sucessão de revisões mostra que o quadro humanitário segue em evolução, com atualização constante das equipes que atuam em campo e das unidades de saúde que recebem vítimas.

Balanço oficial
De acordo com o novo balanço divulgado por Caracas, os terremotos deixaram 589 mortos, 2.980 feridos e 250 construções afetadas entre prédios desabados, parcialmente colapsados ou com danos estruturais graves. O governo venezuelano trata os números como provisórios, o que indica que o total pode voltar a subir conforme avancem as operações de busca, retirada de escombros e consolidação dos registros hospitalares.

As atualizações anteriores também apontavam para centenas de desaparecidos e pessoas presas sob escombros, especialmente em áreas urbanas mais densas. Em balanços divulgados na quinta-feira, o governo citava 157 desaparecidos, mais de 200 pessoas soterradas e danos concentrados em La Guaira e em outras regiões da faixa costeira e da Grande Caracas.
Onde a destruição foi maior
As reportagens mais recentes indicam que La Guaira continua entre as áreas mais castigadas, com danos em moradias, hospitais, centros comerciais e infraestrutura pública. Também houve registros de colapsos e danos relevantes em Caracas e em cidades do entorno, onde equipes de emergência seguem tentando retirar vítimas e estabilizar estruturas ameaçadas.
Até agora, o governo não fechou um mapa definitivo de todos os municípios atingidos, mas os dados oficiais e as coberturas de imprensa apontam para um padrão de destruição concentrado em zonas densamente povoadas e em edifícios mais vulneráveis ao abalo sísmico. O total de 250 edificações atingidas já é suficiente para dar a dimensão do impacto urbano do terremoto.
Resgate e desaparecidos
As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um número consolidado e final de desaparecidos nesta nova atualização, mas a expectativa é de que o levantamento continue mudando ao longo do dia. Em etapas anteriores, o governo falava em pessoas presas sob escombros, além de desaparecidos ainda sem localização confirmada, o que mantém a operação de resgate em estado de máxima urgência.
O avanço para 589 mortos também sugere que parte das vítimas pode ter sido confirmada depois de atendimento hospitalar, retirada de escombros ou recontagem de óbitos em unidades de saúde. Esse tipo de revisão é comum em desastres de grande porte, especialmente quando há múltiplos centros de atendimento e perda parcial de comunicação em áreas afetadas.
Contexto da tragédia
Os terremotos que abalaram a Venezuela foram descritos por fontes locais, brasileiras e norte-americanas como os mais graves no país em mais de um século. O serviço geológico dos Estados Unidos apontou um dos epicentros na região de Morón, no estado de Carabobo, com profundidade de cerca de 10 km, fator que ajuda a explicar a força da destruição em áreas distantes como Caracas.
Além da perda humana, a crise derrubou edifícios, agravou a pressão sobre hospitais e provocou forte mobilização internacional de ajuda humanitária. Além dos EUA, pelo menos 20 países ofereceram apoio ao país, entre eles Brasil, Ucrânia, México, El Salvador, Equador, República Dominicana, Cuba, França, Espanha, Alemanha, Suíça e Holanda.

Com o novo balanço, a tragédia se consolida como uma das maiores já registradas na história recente da Venezuela, ainda sem números finais sobre desaparecidos e danos totais.






