Petróleo sobe para maior preço em um mês com nova tensão no Estreito de Ormuz

Proposta dos EUA de cobrar taxa de 20% sobre cargas de navios que cruzam rota de petróleo aumenta temores sobre a oferta global

Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira (14) e atingiram o maior nível em cerca de quatro semanas, em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 7h50 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 4,48%, para US$ 87,03. Já o WTI, referência nos EUA, avançava 3,46%, para US$ 80,84.

A alta foi impulsionada pelo aumento do temor de interrupção no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de energia.

A região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores nos últimos dias:

  • os EUA retomaram o bloqueio à navegação iraniana;
  • o governo americano propôs cobrar uma taxa de 20% para proteger embarcações que cruzam o estreito;
  • dois navios-tanque dos Emirados Árabes foram atingidos por mísseis iranianos, deixando um tripulante morto e oito feridos;
  • o número de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz caiu ao menor nível em dois meses.

O mercado reagiu ao risco de que o agravamento do conflito comprometa o fluxo de embarques pela região, o que poderia afetar a oferta mundial e manter a pressão sobre as cotações.

Especialistas avaliam que a simples elevação da tensão já é suficiente para sustentar o prêmio de risco embutido no preço do barril. Além do petróleo bruto, a incerteza também pode atingir fretes, seguros marítimos e derivados, ampliando os impactos para a economia global e, no caso brasileiro, para os combustíveis.