O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no inquérito que apura suspeitas de venda de decisões judiciais na Corte.
A PF também pediu o levantamento de dados bancários de empresas, familiares e servidores ligados ao caso, para tentar identificar a circulação de valores e eventual participação no esquema.
Esta é a primeira vez que um ministro do STJ passa a ser formalmente investigado nesse inquérito, que tramita no Supremo desde 2024. A investigação mira um suposto esquema articulado por lobistas, advogados, empresários e servidores, com indícios de comercialização de decisões e vazamento de informações sigilosas.
Em relatório encaminhado ao STF, a Polícia Federal afirmou que ainda não descarta a possibilidade de o esquema envolver servidores ou até o próprio ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, mas disse que, neste estágio inicial, não há elementos suficientes para concluir pela participação de qualquer uma dessas pessoas. Por isso, a corporação quer aprofundar a apuração financeira, cruzando dados bancários e patrimoniais de parentes, empresas e pessoas próximas aos investigados.

A medida marca uma nova fase da investigação, que tramita no Supremo desde 2024 e já atingiu ex-servidores, lobistas e outros intermediários suspeitos de atuar no vazamento e na negociação de decisões judiciais. Segundo a PF, ainda não é possível descartar a participação de servidores ou até do próprio ministro, mas faltam elementos conclusivos neste momento.




