Polícia Civil diz que joias como alianças eram roubadas, repassadas a receptadores, derretidas e depois reinseridas no mercado
A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (24) uma operação contra uma rede de criminosos que além do roubo de alianças e outras joias de ouro nas ruas, faziam desde o derretimento das peças até a venda do metal no mercado. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas dos investigados.
A Operação Ouro Reverso 2 é realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cumpre mandados na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, são 4 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos. A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Deic.
Entre os locais fiscalizados está uma região do Centro de São Paulo apontada pelos investigadores como “círculo de fogo”, onde teriam sido identificadas empresas responsáveis por comprar joias roubadas e derreter o material.
De acordo com a investigação, o esquema funcionava como uma cadeia que começava com furtos e roubos de joias e passava por intermediários, comerciantes e empresas responsáveis por receber e processar o ouro. O objetivo seria eliminar a identificação das peças e permitir que o metal de origem criminosa voltasse ao mercado.

A Justiça determinou o bloqueio de 13 contas bancárias, que somam R$ 34.682.364,90. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens que atingem sete veículos e um imóvel.
A operação mobiliza 60 policiais civis do Deic, em 30 viaturas, além de 21 auditores da Receita Estadual e três avaliadores da Caixa Econômica Federal.
Os auditores fiscais participam da operação para verificar a regularidade fiscal das empresas investigadas e cruzar documentos. A Caixa participa para avaliar e fazer a custódia de eventuais joias, objetos de valor e outros bens apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
Segundo os investigadores, o dinheiro obtido com a comercialização do ouro voltava a financiar novos crimes, formando um ciclo que começava com o roubo das joias, passava pelo derretimento e pela lavagem dos recursos e terminava com o financiamento de novos furtos e roubos.




