Por Victório Dell Pyrro
Dias Toffoli, ex-relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), teria deixado Lauro Jardim e opositores do banqueiro Daniel Vorcaro à mercê de um plano macabro de assaltos forjados para agressões físicas – tudo isso enquanto a PF implorava por prisões e ele segurava as rédeas da investigação.
A terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje (4), escancara o que o ministro deveria saber desde fevereiro: mensagens no celular de Vorcaro ordenando violência contra o jornalista do O Globo e outros “adversários”, mas Toffoli, sob suspeita de parcialidade, nada fez. Preferiu acobertar o golpista que também se demonstra um gangster violento.
A Mensagem Assassina que Toffoli Ignorou
A perícia da PF, concluída em fevereiro de 2026, quebrou a criptografia de um celular “blindado” de Vorcaro, revelando o grupo “A Turma” no WhatsApp. Lá haviam ordens explícitas para simular assalto contra o jornalista Lauro Jardim, que cobria o rombo do Master, e críticos do banco, com espancamentos planejados para calar bocas. Típico de organizações criminosas violentas.
O Relatório bombástico enviado ao STF em 11 de fevereiro, ainda sob relatoria de Dias Toffoli, pedia prisões urgentes por ameaça e corrupção – mas o ministro, que já estava inclusive pressionado por suspeitas de laços familiares com o esquema, enrolou, mantendo Vorcaro solto até Mendonça assumir e decretar a cela para o marginal de alta periculosidade.
Toffoli Sabia Tudo e Optou pelo Silêncio
Toffoli recebeu os dados em 11/2/2026, quando ainda era relator, mas não agiu: nem prisão, nem bloqueio de bens acelerado.
A PF avisou o ministro presidente, Edson Fachin e clamou por suspeição por menções no celular de Vorcaro a Toffoli, mas ele resistiu até fevereiro, saindo só após o escândalo sobre ele estourar na imprensa. Resultado? Vorcaro ficou livre mesmo quando já se sabia que articulava criminosas “ações violentas” contra Jardim e outros, como confirmam diálogos interceptados.
Só agora, com André Mendonça como novo relator, explode a fase 3 com 4 prisões – incluindo Vorcaro em SP – e bloqueio de R$ 22 bi.
O Preço da Inação: Jornalistas na Mira
Lauro Jardim, alvo por reportagens no O Globo sobre fraudes do Master escapou por pouco de um “assalto” armado em dois sentidos da palavra: armação e arma de fogo. A PF apontou coordenação criminosa para invasão de dispositivos e agressões físicas. Pergunto: Toffoli blindou Vorcaro por interesses próprios?
Justiça Tardia, Culpa Inegável
Mendonça corrige o curso, mas o dano está feito: vidas de jornalistas em risco por meses sob Toffoli. STF sob fogo cruzado, PF avança, e Brasil questiona: quem protege quem quando ministros priorizam esquemas a segurança? Essa é a roleta russa com a “tal” democracia dita pelo STF?.



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