Irã lançou mísseis contra Israel em retaliação por bombardeios lançados por Israel ao Líbano
Israel realizou ataques a “alvos militares” no Irã na manhã de segunda (noite de domingo, 7, no horário de Brasília).
Explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera.
Os bombardeios representam uma escalada bélica na região e a quebra definitiva do cessar-fogo estabelecido em abril na região. Esta também é a segunda vez em menos de 24 horas que Israel desafia Donald Trump e realiza ataques a países da região.

“A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco”, disseram as forças de Israel, em suas redes sociais.
Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute.
Após os ataques israelenses à capital do Líbano, Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis em direção a Israel neste domingo (7).
Não há registros de feridos nos bombardeios iranianos. Imagens nas redes sociais mostram interceptações do sistema Domo de Ferro nos céus controlados por Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã disse ter disparado contra uma base militar de Israel.
Logo após a onda de mísseis, Netanyahu disse que contra-atacaria a retaliação do Irã. Trump, porém, se manifestou contra o revide.

O ataque israelense, que rompeu a trégua no Líbano, atingiu prédios em um subúrbio de Beirute que Israel disse abrigar terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque.
O Irã disse que as 19 bases que os EUA têm no Oriente Médio voltaram a ser “alvos legítimos” — os EUA têm bases militares em países da região como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito. A ameaça também foi estendida a ativos israelenses na região .
Após a manifestação de Teerã, o Iraque informou que fechará seu espaço aéreo e suspenderá os serviços de navegação de aeronaves por 72 horas. O Irã também fechou seu espaço aéreo.
O anúncio foi feito pelo principal negociador do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Qalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano e uma das figuras centrais de poder no país.
“Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder”, disse Qalibaf em uma publicação em suas redes sociais.







