STF atrapalha CPMI e Dino suspende quebra de sigilo de comparsa de Lulinha, Roberta Luchsinger

Por Victório Dell Pyrro

Enquanto a CPMI do INSS tenta desenterrar o esquema bilionário que sangrou os bolsos dos aposentados, o Supremo Tribunal Federal volta à carga com mais uma manobra protetora: Flávio Dino suspendeu nessa quarta-feira (4) a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, peça-chave nas mensagens que ligam Lulinha – filho caçula de Lula – a repasses para lá de suspeitos do “Careca do INSS”. Para a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, a decisão é uma “brecha dourada” que pode implodir provas e blindar o herdeiro presidencial de um escândalo que já fede a propina familiar. Parece que o STF quer repetir a escandalosa anulação das condenações de Lula.

Dino, o Escudo Perfeito para o Clã Lula

Roberta Luchsinger, pivô das interceptações da PF que mostram “mesadas” de R$ 300 mil funiladas ao “filho do rapaz” (eufemismo para Lulinha), teve seus sigilos bancários, fiscais e telemáticos congelados por liminar de Dino. O ministro, ex-ministro do ex-presidiário petista Lula, e agora no STF, alega “ilegalidades” na CPMI –, tal qual fizeram com a Lava Jato, mas o timing é impecável delatador da manobra suja: vem logo após Alcolumbre manter quebras de sigilo de Lulinha e em meio a relatório final da comissão, previsto para março. Coincidência? A defesa de Lulinha comemora: “Brecha para contaminar o processo e anular tudo”, como sussurram bastidores. Mais um escândalo que o STF compra para si.

O STF, mais uma vez, vira puxadinho de negócios criminosos para poderosos. Lulinha, suspeito de ser “sócio oculto” em desvios de consignados (R$ 6 bi lesados), escapa enquanto a CPMI nada contra a correnteza: 87 requerimentos travados, J&F (Friboi) com R$ 55 milhões para lobistas. Dino, que já soltou delatores em outros casos, repete o script: freia a oposição, protege o Planalto.

STF: Fabricação de Brechas para Blindar o PT

Não é a primeira vez: entre outros casos escandalosos, Toffoli enrolou no Master, Gilmar soltou corruptos, Dino agora obstrui investigações. Com a comparsa de Lulinha fora do radar, mensagens perdem força – adeus prova da “mesada” via Coaf (R$ 1,5 mi). O governo ri: a base de Lula rejeita CPIs, Lula posa de inocente (“se meu filho estiver metido, investigue”). Mas quem investiga quando o STF joga pro time do presidente?

Aposentados lesados esperam justiça, mas o Supremo prioriza o clã presidencial. Democracia seletiva ou STF de aluguel? CPMI segue, mas com mãos atadas pelo baronato togado. Poderosos ganham de 10 X 0 contra Brasil.


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