Toffoli também voava em jato de Vorcaro; ministro voou rumo ao resort Tayayá envolvido no caso Master

Não era só o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua milionária esposa, Viviane Barci quem voavam nos aviões da quadrilha organizada que cometeu o maior golpe no Mercado Financeiro do Brasil. O também ministro Dias Toffoli, do STF, embarcou em 4 de julho de 2025 em um jato executivo da Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, rumo ao resort Tayayá, no interior do Paraná.

A viagem confirmada por documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ocorre em meio a investigações sobre fraudes no banco, das quais Toffoli foi relator e afastado apósinvestigaçõesda Polícia Federal, desmoralizá-lo.

Conexões familiares e o resort Tayayá

O destino da viagem, o Tayayá Resort, já foi alvo de suspeitas na Operação Master. Primo em primeiro grau de Toffoli – Mário Umberto Degani, e os irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli – eram sócios da Maridit, administradora do Tayayá até, quando venderam participação ao Fundo Arleen, financiado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, com cerca de R$ 20 milhões. A empresa familiar de Toffoli, Maridt, também teve participação no empreendimento, conforme admitido pelo ministro em nota de fevereiro.

Relatórios da Polícia Federal (PF), enviados ao STF em fevereiro de 2026, citam Toffoli em conversas entre Vorcaro e Zettel sobre o resort, levantando questionamentos éticos. Toffoli negou qualquer amizade íntima com Vorcaro ou recebimento de valores, afirmando que a Maridt saiu do negócio antes da chegada do inquérito ao seu gabinete, em novembro de 2025.

Toffoli assume relatoria do caso

Em novembro de 2025, Toffoli puxou para si a relatoria do inquérito sobre o Banco Master, sob investigação por supostas fraudes financeiras. A decisão ocorreu após denúncias de uso irregular de recursos e laranjas em operações, incluindo possíveis elos com o Tayayá.

Preocupações éticas

A viagem com advogado de investigado já havia gerado debate em dezembro de 2025, quando Toffoli voou em jato particular com Augusto Arruda Botelho, defensor de diretor do Master, para assistor a final da Libertadores no Chile. Levantamentos indicam pelo menos 10 voos de jatinho por Toffoli em 2025.

O caso Master segue sob sigilo no STF, com Vorcaro como principal investigado. A PF apura se irmãos e primo de Toffoli atuaram como laranjas em esquemas, de ocultaçãode bens e lavagem de dinheiro.


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