BRB pede ao STF que bens e valores recuperados em delações cubram prejuízos do Master

Banco quer reservar ativos que possam ser recuperados em investigações do caso Master no STF

O Banco de Brasília (BRB) ingressou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que bens e valores que venham a ser eventualmente recuperados no âmbito das investigações do caso Master, cobram os prejuízos causados ao banco de Brasília.

Daniel Vorcaro negocia um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso no STF.

O BRB informou, em nota ao mercado divulgada nessa quinta-feira (2), que apresentou petição incidental com pedido de tutela cautelar, “com o objetivo de resguardar seu direito a eventual recomposição integral de danos sofridos”.

“A medida judicial visa, especificamente, a eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada”, diz o comunicado enviado ao mercado.

Segundo o BRB, “A Companhia esclarece que a referida iniciativa possui natureza preventiva e cautelar, não havendo, no presente momento, definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados”.

O pedido poderá ser analisado pelo ministro mesmo no recesso da Semana Santa. O Supremo está sem expediente nos dias 1º, 2 e 3 de abril, conforme prevê o art. 62 da Lei nº 5.010/1966, que estabelece os feriados na Justiça Federal e nos tribunais superiores.

O recesso não impede eventual análise do caso por Mendonça.

Integra da nota do BRB:

O BRB – Banco de Brasília S.A. (“BRB” ou “Companhia”), em atenção às melhores práticas de governança corporativa e transparência, e em linha com a regulamentação aplicável da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), vem a público informar aos seus acionistas e ao mercado em geral o que segue.

No âmbito de procedimentos judiciais relacionados a operações mantidas com o Banco Master, a Companhia protocolou petição incidental com pedido de tutela cautelar, com o objetivo de resguardar seu direito a eventual recomposição integral de danos sofridos.

A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada.

Nos termos da legislação aplicável, em especial a Lei nº 12.850/2013 e o Código Penal, eventuais valores recuperados devem observar a priorização da reparação dos prejuízos causados às partes lesadas.

A Companhia esclarece que a referida iniciativa possui natureza preventiva e cautelar, não havendo, no presente momento, definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados.

O BRB manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados ao tema, nos termos da regulamentação aplicável.


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