Senador pré-candidato recorreu a Alexandre de Moraes após a PF negar diligências que, segundo a defesa, poderiam afastar a acusação de calúnia contra Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize a Polícia Federal (PF) a apurar uma reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a prisão de Nicolás Maduro.
Em documento apresentado nesta quinta-feira (11/6), o pré-candidato ao Palácio do Planalto pediu que a PF obtenha informações sobre um encontro que, segundo a defesa, teria sido convocado por Lula após a captura de Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro.
Os advogados argumentam que as diligências são necessárias para demonstrar que Flávio não agiu com dolo de caluniar Lula ao publicar uma postagem no X, em janeiro deste ano. Na publicação, o senador compartilhou uma reportagem sobre a suposta reunião e escreveu que Lula seria “delatado”.
Além de informações sobre o encontro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que Moraes autorize a oitiva de Lula, da líder opositora venezuelana María Corina Machado, do procurador norte-americano Walter Clayton III e do colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo.
Os advogados do senador também requereram que a PF ouça o senador Sérgio Moro (União-PR), o ex-procurador Deltan Dallagnol, os ex-marqueteiros João Santana e Mônica Moura e o ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas.
A defesa ainda solicitou o compartilhamento de documentos da investigação e da ação penal abertas contra Maduro nos Estados Unidos.
Segundo os advogados, as diligências são necessárias para demonstrar que Flávio não agiu com a intenção de atribuir falsamente crimes a Lula ao comentar o caso nas redes sociais.
A defesa sustenta que a produção dessas provas pode ajudar a afastar a configuração do crime de calúnia investigado pela Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro apresentou ao STF, na semana passada, uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitando a abertura de um inquérito por ameaça e incitação ao crime. No documento, Flávio ironiza uma “confusão” feita por Lula ao falar da Inconfidência Mineira e já sugeriu as primeiras medidas caso a investigação seja instaurada.







