Magistrado foi acusado de “parcialidade” na condução de ações no STF. Em resposta, ele também solicitou outras investigações
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça respondeu às acusações do ministro Alexandre de Moraes por sua atuação no Caso Master e nas fraudes no INSS. Incluído no Inquérito das Fake News, Mendonça afirmou que foram adotados métodos ilegais e disse que o colega da Corte é quem deveria ser alvo de investigação.
Segundo o magistrado, Moraes usou elementos desprovidos de validade jurídica para acusá-lo. Em manifestação encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, ele também solicitou a apuração de possíveis crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa supostamente cometidos pelo ministro.
“Nesse cenário, com todas as vênias, não é este ministro (André Mendonça) aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação, que se arrasta por mais de sete anos”, diz na defesa protocolada nessa segunda-feira (22).
O STF passa pela maior crise de sua história da instituição, com troca de acusações entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. As últimas semanas foram marcadas por uma guerra de ofícios, com pedidos e decisões dos integrantes da Corte.
No documento de 76 páginas, André Mendonça buscou rebater ponto a ponto as acusações feitas por Moraes, com base em relatórios da Polícia Federal e sem valor probatório, e pediu o arquivamento sumário da peça.
Mendonça afirmou que Alexandre de Moraes distorceu o teor de relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal ao utilizá-los como base para apontar a existência de “fortes indícios” de crimes cometidos por ele na condução do caso Master e do INSS na Corte.
Mendonça também questiona a forma como Moraes teve acesso ao material. Em 1º de setembro, Moraes determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhasse ao Inquérito das Fake News relatórios de inteligência que mencionassem ministros do STF. A ordem foi cumprida pela corporação.




