Caiado, Zema, PP e União Brasil apoiam Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu nesta terça-feira (6) o apoio formal do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema e da federação formada por Progressistas (PP) e União Brasil no segundo turno da eleição presidencial.

As adesões turbinam a candidatura do PL, que terminou o primeiro turno na liderança, com 56,1 milhões de votos, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu 53,8 milhões. A votação decisiva será realizada em 25 de outubro.

Apoio partidário

A federação União Progressista anunciou apoio a Flávio após reunião das executivas nacionais do PP e do União Brasil. A decisão foi apresentada como orientação oficial das duas legendas, embora parlamentares e lideranças regionais possam adotar posições diferentes.

O apoio fortalece a estrutura política de Flávio em diferentes estados e amplia sua presença entre prefeitos, governadores e parlamentares. A aliança também reúne partidos com influência no Congresso e em regiões estratégicas para o segundo turno.

Caiado declara voto

Ronaldo Caiado oficializou o apoio durante encontro em Goiânia. O ex-governador terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,6 milhões de votos.

Caiado afirmou que pretende mobilizar o eleitorado de Goiás para ampliar a votação de Flávio. O ex-governador também destacou sua proximidade política com Jair Bolsonaro e defendeu a união da direita na segunda etapa da eleição.

Zema apoia candidato do PL

Romeu Zema declarou apoio a Flávio na segunda-feira (5). O ex-governador de Minas Gerais afirmou que não ficaria neutro e justificou a decisão pela oposição ao PT.

“Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro”, declarou.

Zema terminou a disputa presidencial em sexto lugar, com cerca de 326 mil votos. O apoio pode ajudar Flávio a buscar eleitores em Minas Gerais, um dos principais colégios eleitorais do país.

Disputa entra em nova fase

Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi inferior a 3 milhões de votos.

Com os novos apoios, a campanha do PL deverá apresentar a eleição como uma escolha entre a continuidade do governo petista e uma mudança no comando do país. Lula, por sua vez, prepara mudanças na comunicação e tentará recuperar votos em estados estratégicos.